Por Wederson Chaves

Você pode não ser fã de rock, mas com certeza um riff de guitarra matador já mexeu com sua cabeça. No meu caso, me fez querer, aos 13 anos, empunhar uma Gibson ou uma Fender e montar uma banda pra tocar heavy metal ou hard rock. 

A história conta que o estilo nasceu nos Estados Unidos no final dos anos 1940 e início dos anos 1950, e tem como raízes o country, o blues, o R&B e o gospel, mas por ser muito mais que uma mistura desses estilos, o rock se espalhou pelo mundo e mudou radicalmente a relação que temos com a música. 

Muito mais que um gênero musical, o rock catalisou sentimentos de uma juventude que até então só escutava música, e deu voz àqueles que tinham muito a dizer. Assim, permitiu, em uma época pré-internet, que se falasse de angústias existenciais, liberdade, engajamento, de uma maneira nova, inspiradora, transformadora. Por isso mesmo, o rock passou a ser considerado, um estilo de vida, uma filosofia! 

E também não está associado somente à juventude e sua eterna busca por liberdade. É mais que isso. Se todo estilo musical é a expressão de sentimentos, seja ele qual for, o rock, sem dúvida, é um dos mais pungentes, capaz de jamais gerar indiferença. Afinal, o rock sempre carregou na sua essência a inquietação, o desejo de revolucionar. 

Em tempos de youtubers, influencers, politicamente correto e pandemia, muito embora ande meio combalido, sem renovação, o rock continua vivo e busca manter-se relevante para as novas gerações. Prova disso é o fato de que fábricas de guitarra e violões tiveram um boom de vendas no ano passado. E que isso seja um prenúncio de novas bandas, novos subgêneros desse estilo tão inovador e tão amado por tantas gerações. 

Dito isso, nesse 13 de julho, como diria Brian Johnson, vocalista do AC/DC, uma das minhas bandas prediletas de todos os tempos: “For those about to rock: We salute you!”. Saudamos o rock, como diversão, expressão, estilo de vida. 

Não importa se é rock americano, britânico ou brasileiro; se é banda autoral ou cover. Muito embora a gente se divirta comparando Beatles, Rolling Stones, ACDC ou Iron Maiden, eles são incomparáveis e absolutamente únicos. 

Ouça e celebre! Na sua casa, no pub, no carro, em qualquer lugar! 

Long live rock’n’roll!

Wederson Chaves é Procurador do Estado e músico (publicado originalmente no jornal A Redação de 12/07/2021)

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