Ex-presidente da APEG, Procuradora do Estado e conselheira da OAB por Goiás, Valentina Jungmann está sendo aplaudida em todo o País por seu papel fundamental na implementação da paridade de gênero nas eleições da Ordem dos Advogados do Brasil. Ela é a autora da proposta que leva o seu nome e que foi aprovada pelo Conselho Federal da entidade nesta segunda, 14 de dezembro.

“A iniciativa de Valentina Jungmann é um clamor da sociedade e é vital que a paridade ocorra justamente em um espaço como a OAB, um símbolo da democracia brasileira. Todos os advogados públicos de Goiás reconhecem e cumprimentam a perseverança e a determinação da autora da proposta, vitais para que esta ideia fosse levada adiante. Trata-se de uma conquista que certamente terá consequências positivas não só no Direito, mas em toda a sociedade”, ressalta a presidente da APEG, Ana Paula Guadalupe.

Em entrevista à APEG, Valentina Jungmann, com quase 30 anos de carreira na PGE, fala sobre o significado desta vitória.

A senhora já esperava este resultado?
Trabalhamos muito, divulgamos a proposta com todas as seccionais da Ordem no Brasil e tivemos um engajamento muito grande das advogadas brasileiras, em especial das conselheiras federais e seccionais. Obtivemos também o apoio das mulheres que integram a Caixa de Assistência em todo o País, bem como da Escola Superior de Advocacia. Diante de toda essa mobilização da advocacia feminina — e que contou com o apoio de advogados homens — nós esperávamos um resultado proveitoso. Logicamente, a aprovação por aclamação foi uma surpresa muito positiva.

O que este resultado significa na prática?
Na prática, significa que, para registro das chapas nas eleições da OAB, a mesma terá de ser formada com 50% dos membros sendo mulheres advogadas. E quando a gente fala 50% de mulheres na chapa nós estamos incluindo tanto os cargos de titulares quanto de suplentes. E mais: 50% de mulheres nas diretorias das subseções, das seccionais, do Conselho Federal, da Caixa de Assistência.

Acredita que a sua proposta pode inspirar outras categorias e instituições?
Sem dúvida nós acreditamos que essa proposta aprovada pelo Pleno do Conselho Federal irá, sim, irradiar-se e espalhar-se para outras instituições e entidades. Temos certeza que a OAB, que sempre esteve na vanguarda da sociedade civil brasileira, irá inspirar outras instituições e entidades.

Em sua carreira, quais as principais dificuldades que a senhora enfrentou por questões de gênero?
Eu posso dizer que foram muitas as dificuldades que enfrentei na minha carreira por questões do gênero. Mas hoje não existe mais cenário para a discriminação em decorrência de gênero. Nós, mulheres, estamos cientes atualmente de que essa discriminação existe e por isso estamos lutando para a sua erradicação.

Fonte: Assessoria de Comunicação da APEG | Ampli Comunicação

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